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Eckert corre 1.024,319 km em seis dias na Hungria e vence a prova geral

A americana superou o recorde nacional de Joe Fejes e terminou quase 84 km à frente do norueguês Simen Holvik, o segundo colocado, no Mundial de 6 Dias da GOMU

Por Redação Pace News ·

Texto escrito com ajuda de IA a partir das fontes abaixo e conferido em uma segunda leitura. Como fazemos

A americana Eckert, de 40 anos, percorreu 1.024,319 km em seis dias e venceu o Mundial de 6 Dias da GOMU, disputado em Balatonfüred, na Hungria, em 2026. Ela é a primeira mulher a passar dos 1.000 km nessa modalidade e terminou à frente de todos os homens da prova, segundo o VnExpress International.

Nas provas de seis dias, não há linha de chegada. Vence quem cobre a maior distância dentro do limite de 144 horas, e o tempo de sono e descanso entra na conta.

Como foi a prova

O percurso certificado, de piso asfaltado, tem 898,2 m e fica dentro de um camping às margens do Lago Balaton, fechado ao tráfego durante o evento. Eckert completou 1.140 voltas inteiras e mais 371 m. Um especialista mediu a última volta parcial depois da prova para confirmar a distância, de acordo com o Ultramarathon Database.

Antes da largada, ela traçou duas metas: superar a própria marca de 970,685 km, obtida na França em 2025, e o recorde americano de 975,653 km, de Joe Fejes, de 2015. A primeira caiu com 135h38min de prova. O recorde nacional veio 32 minutos depois, com quase oito horas ainda no relógio. Os 1.000 km foram alcançados em 139h55min46s.

A velocidade média foi de 7,11 km/h. Segundo o iRunFar, Eckert dormiu a cada duas horas, em cochilos de 15 minutos, e fez poucas pausas longas. No quinto dia, o ritmo caiu: eram 796,6 km após 108 horas e 885,1 km na 123ª hora, com velocidade abaixo de 5,95 km/h nesse trecho. Ela retomou o ritmo no último dia e superou o recorde americano às 3h40 (horário local) da quarta-feira, caminhando, após uma madrugada de pausas longas em que uma volta chegou a levar quase 39 minutos.

O norueguês Simen Holvik ficou em segundo na classificação geral, com 940,415 km. O croata Mario Celikovic foi o terceiro, com 861,373 km. Entre as mulheres, a japonesa Tomomi Bitoh terminou em segundo, com 802,092 km, 222 km atrás da campeã.

Recordes e divergências

Por mais de três décadas, o recorde feminino de seis dias pertenceu à neozelandesa Sandra Barwick, com 883,631 km, em novembro de 1990, na Austrália. Camille Herron o superou em março de 2024, na Califórnia, com 901,764 km.

O reconhecimento das marcas seguintes é mais complicado. A dinamarquesa Stine Rex fez 913,606 km em agosto de 2024, resultado que não foi ratificado. Um ano depois, ela cobriu 928,577 km, e esse resultado foi validado pela Associação Internacional de Ultrarunners (IAU), mesmo tendo sido registrado dentro de uma prova de 10 dias. Segundo o VnExpress, era a melhor marca feminina de seis dias na lista da entidade.

Os 970,685 km de Eckert, de 2025, estavam na lista de pendências da IAU, que pedia dados adicionais e esclarecimentos. A GOMU, organizadora do Mundial, foi fundada em 2021 em parte para reconhecer feitos de provas de vários dias que a IAU não validava, e já aceitou a marca anterior de Eckert.

Perto da marca masculina

Antes de Eckert, só homens tinham passado dos 1.000 km em seis dias. Ivan Zaborsky correu 1.047,554 km em 2025, marca que a GOMU reconhecia como a melhor. O belga Matthieu Bonne fez 1.045,519 km em 2024. Eckert ficou cerca de 23 km abaixo do recorde masculino.

Professora de matemática e educação especial em uma escola de ensino fundamental em Santa Fe, no Novo México, ela só começou a disputar provas de vários dias em junho de 2024, quando venceu uma disputa em pista coberta de 443 m, em Milwaukee.

Segundo o VnExpress, em texto publicado em 12 de setembro de 2026, a GOMU divulgaria nas semanas seguintes a decisão oficial sobre a distância de Eckert na Hungria. A IAU ainda pedia esclarecimentos sobre a marca de 2025 da americana.

Fontes

Assuntos Eckert GOMU 6-Day World Championships Balatonfüred Ultramaratona

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